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Hipnoterapia é aliada no tratamento de doenças graves e traumas


Por FRANCISCO EDSON ALVES

Publicado às 06h00 de 24/02/2019 - Atualizado às 06h00 de 24/02/2019


O médico e terapeuta Jacques França trabalha com a regressão, que conduz as pessoas a estados mais expansivos de consciência





Rio - Tida por muitos séculos como atividade supostamente ligada ao charlatanismo, magia e até bruxaria, a hipnose tornou-se importante aliada na cura de traumas, doenças graves e na busca da melhoria da performance pessoal. Originada do Antigo Egito, a técnica, que promove o acesso da pessoa a um estado de consciência alterada, vem sendo tão usada que, há um ano, o Ministério da Saúde incluiu, através do Sistema Único de Saúde (SUS), a hipnoterapia entre as dez novas alternativas para a prevenção e tratamento de diversos males. Síndrome do pânico, fobias, alcoolismo, tabagismo, estresse, obesidade, insônia e transtornos sexuais, são alguns deles.


"Já é comprovado pela Neurociência que 95% das nossas tomadas de decisões são inconscientes e, assim, a técnica, que faz o indivíduo usar o poder da própria mente, pode oferecer uma ajuda muito significativa e eficaz", Sandro Pereira, vice-presidente e consultor sênior da Blueway Consultoria e do Instituto Blueway. Formado em Hipnose Clínica pelo Instituto Milton Erickson, ele atende vários clientes na Barra Tijuca, onde ministra o curso Hipnose Ericksoniana. "Todos têm a possibilidade de experimentar. Mas o indivíduo tem que querer, pois é ele que estará no comando".


O engenheiro em Telecomunicações, Dimas Teixeira, de 55 anos, apelou para a hipnose para enfrentar um câncer intestinal. Na época, ele ouviu de um cirurgião que o sucesso do seu tratamento dependeria do controle de sua mente.


"A hipnose me ajudou na maior provação que já passei, a cura de um câncer. A cirurgia para retirada do tumor foi traumatizante. Sentia muitas dores. Confesso que tinha certa resistência ao método, mas acabei tendo uma grande surpresa", relembra Dimas.


O engenheiro ressalta que ganhou autocontrole, relaxamento, tranquilidade e um corpo preparado e forte para enfrentar a quimioterapia e todas as reações que a doença traz ao organismo. A hipnose desbloqueia padrões de comportamentos limitantes que podem ser mental, emocional ou uma crença negativa.


"Pude buscar, no meu estado inconsciente, força e capacidade adormecidas. Aprendi também a fazer auto-hipnose para, nos momentos de dor e de falta de sono, relaxar. Hoje, superada a doença, aplico a hipnose no meu trabalho e em momentos difíceis em que preciso respirar, descansar e entender. Nossa mente é poderosíssima", atesta.


"O tratamento é eficaz porque ainda ajuda nas tomadas de decisões e atitudes, que podem levar a uma vida mais saudável", justifica o psicólogo e hipnoterapeuta Valdecy Carneiro.


A hipnoterapia é reconhecida pelos conselhos federais de Medicina, Psicologia, Odontologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e de Enfermagem. O site da Sociedade Interamericana de Hipnose


(www.sociedadeinteramericanadehipnose.com), traz informações sobre o assunto.  Fonte: https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2019/02/5622081-hipnoterapia-e-aliada-no-tratamento-de-doencas-graves-e-traumas.html

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